Lembro-me de olhar para ti e ficar com a imagem dos teus olhos presa no meu pensamento; o ar sereno e calmo que era transmitido por ti trazia um lado misterioso que dava prazer em observar e sentir.
Eu julgava estar nas nuvens sempre que olhava para trás e via a tua cara risonha, alegre e brincalhona. De vez em quando, lá piscavas o olhos e eu ficava toda derretida, mas ao mesmo tempo, melancólica porque nessa altura, eu começava a gostar de ti.
Sempre que eu julgava não ser correspondida, recebia um sinal teu que me dava forças para lutar e não deixar cair no esquecimento aquilo que eu sentia por ti. Tu e a tua maneira de gozar comigo, ou melhor, tu e a tua forma de ironizar todos os meus actos davam-me a entender que entre nós, poderia, talvez um dia, acontecer alguma coisa.
Eu ficava cada vez mais colada ao teu lado misterioso e demasiado desconhecido, até que, fiquei ligada a ti! Para mim, o teu enigma desaparecera!
Foi neste momento que entre nós deixou de existir uma simples paixão e passou a haver um grande amor.
Neste momento, deves estar a perguntar-te o porquê de eu dizer tudo isto agora e não há algumas semanas atrás. A realidade é que me sinto mais presa ao segredo que eu julgava não existir. Esse enigma, segredo, ou lá como o queres chamar, tem sido a fonte do meu amor por ti, bem como todos os teus comportamentos e atitudes!
Amo-te!
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