15 de março de 2010

Mariana Coelho, os seus 13 anos e os nossos 'entos'

Mais uma vez, estou a pensar em ti e nos teus gestos carinhosos - o teu olhar, o teu sorriso, o teu simples comunicar... Estou a pensar como seria se a mudança não tivesse acontecido: eu, provavelmente, iria passar por ti na escola e apenas criaria um conjunto de impressões que iriam dominar todos os meus comportamentos.
Mas, o nosso contacto surgiu. Sei que às vezes, canso as pessoas só pelo facto de estar sempre a falar de ti, porém, não lhes consigo explicar o 'porquê'; tu foste aparecendo na minha vida e ganhando importância como quem não quer a coisa e agora, estou assim, eternamente louca pelos teus actos e pensamentos.
A minha irmã gosta de brincar comigo, falando-me de ti, no entanto, sem ela perceber, eu fico sempre mais atenta à conversa quando tu fazes parte do assunto. Ainda ontem estava a ver-te jogar e ela dirigiu-se para as colegas e disse-lhes: "A minha irmã adora a Rabaite. Ela tem assim no ecrã do telemóvel: uma coisa qualquer e depois tem '(L) Rabaite' Admito, todos os meus actos são influenciados pelos meus, autênticos, sentimentos!
Eram quase 17h de dia 14 de Março, quando recebo uma mensagem que dizia "Estou cá fora" . Saí disparada da bancada só para ir ter contigo; e, ao fim de alguns minutos de conversa, não aguentei mais, tive mesmo de te abraçar. Sei que no momento te disse "Gosto muito de ti", mas relembro-me, como se estivesse a viver tal situação agora, que eu só pensava no facto de tudo ser tão novo e eu já sentir tal coisa por ti. Os meus sentimentos foram marcados pelos nossos momentos.
Sinto-me presa a ti, como me sinto presa à minha família, ao Rúben, aos meus amigos... Isso só demonstra a tua importância na minha vida que foi aumentando com o ocorrer dos acontecimentos.
Cada vez que começo a pensar em ti, vou atingindo uma situação cada vez mais segura de que tudo isto começou através de um simples facto - tu teres as mesmas vontades, metas semelhantes e objectivos idênticos aos que eu possuía quanto tinha a tua idade (13 anos)! Bela idade a tua. Bela idade a minha. Estás na altura de não ligar nada à escola e apenas pensar em parvoíces, mas tu não és assim. Eu, com 13 anos, aplicava-me nos estudos e no voleibol; pensava em divertir-me, mas era tudo tão moderado... E, por isso, revejo-te um pouco em mim. Com 16 anos (não muitos mais que tu, digamos de passagem), tenho saudades desse tempo em que brincava sem pensar nas consequências e pensava que o Mundo era um mar de rosas; sinto-te mais consciente do que eu; tens aquela atitude que eu gostaria de ter se pudesse voltar a esse tempo. Se pudesse... Eu já vou tarde, mas tu ainda vais tempo de fazer tudo aquilo que te apetece e também, tudo o que eu gostava de fazer. Todos os teus comportamentos deveriam ter sido os meus procedimentos...
Nunca fui aquilo que imaginava ser e julgo que este é o motivo pelo qual eu gosto tanto de ti. És para mim como um heterónimo é para Fernando Pessoa, só que a única diferença é que tu és bem real... E, neste momento, sim; sinto que perdi todos os meus fundamentos!

Obrigada por todo o amor e carinho que experimento vindos de ti; estes são dos sentimentos mais existentes, mas, verdadeiramente, mais raros que se podem transmitir.

Com muito carinho,
Cátia Custódio

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